sábado, 28 de maio de 2011

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Dei-me o direito de lembrar de você, só por hoje.
Lembranças sôfregas, arrastadas, pesadas à memória.
É que sua ausência não tornou as coisas mais fáceis. Eu ousaria até dizer o contrário.
Você sempre soube muito bem o significado de SAUDADE. Eu é que só vim aprender direito quando você quis uma vida tão sua, que já não me cabia mais.
Instantes isolados, coisinhas pequenas e só nossas é que vão continuar me causando a sensação de leveza no coração.
Será que você lembra do dia que cê me acordou, tocando "Ainda Bem", fazendo a Vanessa da Matta salvar nosso domingo frio?
São essas coisas que não te apagam.
Já você faz quase que questão de ser esquecida.




Aline Marjorie

terça-feira, 10 de maio de 2011

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Por cerca de 90 dias, finalizei minha rotina com um beijo.
Ou com algo que se parecesse com carinho, um xêro (no bom português cearense), um chamego qualquer...
Um apego que não tinha nome e que nós acreditávamos não deixar marcas.
Findamos sem beijo, sem planos, sem arrepios... e com um sorriso amarelo pendurado nos lábios.
Não é estranho afirmar e logo em seguida negar? Sentimentos efêmeros não me contagiam.
Pra mim, ainda vai leva um tempo pra o 'querer' chegar ao 'não-mais-querer'.


Aline Marjorie.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

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Depois do inverso é a vida em cores.



Aline Marjorie

terça-feira, 3 de maio de 2011

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É, a Indiferença foi a pior praga já rogada contra as pessoas.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

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Os planos de te contar o mundo em Poesia já nem se fazem mais necessários, viraram coisa pela metade.
Eu continuo achando que o Encontro sempre será natural, a perca não.
E que ninguém me venha com histórias de ser racional e de encarar os fatos.
Quem é que vai encarar o fato da minha garganta ter dado um nó na última hora?



Aline Marjorie

quinta-feira, 21 de abril de 2011

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Eu tava aqui me pressionando, livre e espontaneamente, a estudar determinado nome da nossa Literatura e de repente, me vêm aos olhos o seguinte período sobre esta:
"Marcada por Romances centrados no indivíduo..."


E fiquei me perguntando o que acontece quando o indivíduo fica centrado nele mesmo. Sem aquela coisa de pensar se vai ter em quem pensar quando chegar em casa, ou se vai ter alguém em casa, ou ainda qualquer das outras coisas que se pensa no caminho depois de volta, quando o dia acaba. O sujeito é egoísta ou solitário?
Ou ainda, solitário porque egoísta?

Aline Marjorie

terça-feira, 12 de abril de 2011

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Encontrar-se apaixonado em palavras é complicado. Aliás, é antes de tudo um susto.
Logo você que tinha prometido não mais descer do pedestal da frieza, (por medo, acomodação ou puro cansaço de se entregar em vão, novamente) se vê naturalmente (repito: NATURALMENTE) contando com alguém a mais na sua rotina apertada.
No meio da minha pilha de papéis que esperam ser lidos até o final dessa semana, tem uma página meio rabiscada pela sua caligrafia ruim, meu bem, e talvez isso não fosse nada se não me levasse direto pra suas lembranças, seu cheiro, seus carinhos...
Nada no mundo vale a paz que tenho tido, nada.


Aline Marjorie