sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Sobre o que não cabe.

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"Ausência não é falta. O que falta, ainda se pode ter, a ausência é a presença do que se tem demais, tão demais que não cabe no discurso ou no não-discurso, só na literariedade do discurso."

Rogel Samuel, no 3º capítulo do livro Manual de Teoria Literária.


P.S: Eu nunca imaginei que esse capítulo, da prova de daqui a pouco, viria a falar por mim.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Dos que Morrem de vontade.

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Eu gasto inúmeros sorrisos mal-arranjados com essa gente que não sofre, que nunca perdeu uma lágrima pra ninguém, que nunca deu ligações pra falar em saudade, que nunca rabiscou planos com certo alguém.
Eu sorrio satisfeita e muda.
Tenho achado graça dessas almas atarantadas. Talvez porque a minha, hoje, é sossegada e consciente de que espetáculos onde você é rei, tem a mulher que quer, na cama que escolhe e ninguém, nem essa dita mulher, te tira isso... ficaram pra Pasárgada e seus imaginários figurantes.
Não que não sejam dignos de aplausos. Até são... Só não os meus.
Ah, e não me venham com história de que se bastam. Vocês secam, ardem de vontade de achar alguém pra perder o rumo de toda essa orientação individualista, que eu bem sei.



Aline Marjorie.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

E ninguém mais bela vem em minha direção... ♫

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Não adianta, eu só escrevo pra uma pessoa. Única.
Sopre o vento pra o lado que bem insistir, que já eu não insisto em contrariar. É exatamente aquilo de deixar o barco seguir seu rumo lento, como quem já não quer mais chegar.
Por muita falta de direção, sentido ou pela sobra dos dois, nunca tinha me ocorrido que, da mesma forma que a direita de quem vai é a esquerda de quem vem, o que me é certo e confortável, a ti incomoda e sufoca. Da estrada que sigo, passo a passo, de olhos atentos às pedras e prováveis tropeços, você faz o caminho de volta de olhos também atentos, à procura de uma alma perdida em alguma dessas esquinas. A sua própria, diga-se de passagem.
Ok, há um "quê" de mentira no meu caminho cuidadoso. Por sorte, medo ou pura pressa, de quando em vez, eu corro (com lobos) e é aí que se verificam os maiores tombos da minha história. É, às vezes me preservo e noutras suicido. E acabei tomando gosto por viver à beira de abismos, e contar, vez ou outra, uma pieguice qualquer sobre a sensação de voar.
Sempre nos encontramos e você é, de longe, a mais bonita. Sempre.
E também sempre nos perdemos, esse é o natural das coisas e apesar de não mais encontrar sua mão segura na minha (ou seria a minha na sua?), há uma marca na mão direita, a minha.
Isso não vai mudar o correr da vida, nem nossos caminhos, nem nosso jeito, aliás nosso mal-jeito de olhar a vida juntas, tampouco nosso casual desencontro.
Você só não vai embora de mim, não vai.



P.S: Voltei.


Aline Marjorie.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

... Eu prefiro o meu inferno.

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Soletro em voz alta, com muito orgulho: E - U - M - E - P - E - R - M - I - T - O.
Não me condeno por meu erros, tampouco julgo-me.
O que não significa que Os Outros, leia de novo, Os Outros o façam.
Leia mais uma vez, 'Os Outros' no tom mais pejorativo que puder. Seja qualquer um, ou seja você e continue sendo bizarra com seus conceitos, visões e respostas do jornal de ontem. E, daqui um tempo, olhe pra trás, sinta NOJO de si própria e me mande um e-mail contando.
Eu vou te falar de com quantas paixões, com quantos erros, com quantas quedas, eu construí a canoa do amor que eu quis.
Um dia... Por ora, continue a vida limitada, sem emoções, de autoria sua e que você, indiscutivelmente, requer aplausos.
Vá, continue.
Eu fico cá, com o meu pequeno inferno, de níveis altos de Adrenalina, de emoções recortadas num álbum de fotografias, de linhas bem vividas, de amigos companheiros de aventura (vide minha Best e meu Irmão), de vida no sentido mais amplo da palavra.




Aline Marjorie.