
Eu gasto inúmeros sorrisos mal-arranjados com essa gente que não sofre, que nunca perdeu uma lágrima pra ninguém, que nunca deu ligações pra falar em saudade, que nunca rabiscou planos com certo alguém.
Eu sorrio satisfeita e muda.
Tenho achado graça dessas almas atarantadas. Talvez porque a minha, hoje, é sossegada e consciente de que espetáculos onde você é rei, tem a mulher que quer, na cama que escolhe e ninguém, nem essa dita mulher, te tira isso... ficaram pra Pasárgada e seus imaginários figurantes.
Não que não sejam dignos de aplausos. Até são... Só não os meus.
Ah, e não me venham com história de que se bastam. Vocês secam, ardem de vontade de achar alguém pra perder o rumo de toda essa orientação individualista, que eu bem sei.
Aline Marjorie.
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