Talvez. É algo parecido com escrever coisas boas e ruins num caderno branco, sem linhas, comandado pela união de duas almas que sempre foram o encaixe perfeito, aos olhos de uma legião de amigos, só que agora uma alma só escreve.
Estranho isso de falar em almas sem ela. Me dá medo, um falso arrepio que tende a não ser nada, já que não existe o movimento posterior de um sorriso e a mão segura na minha.
Acho que isso não vem ao caso.
Gastar os dias depois de todo o Nós, e todos os nós, não é tarefa simples, acredite. Ela faz uma falta que nenhuma palavra, nenhuma história que eu chegue a contar vai conseguir traduzir.
Saudade eu sentia quando ela ia pra casa depois de um inteiro fazendo graça. Hoje eu sinto ausência, no mais amplo sentido da palavra.
Aline Marjorie
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