segunda-feira, 30 de maio de 2011

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de coração quase nada.
na alma um mundo sem fim.
entre os sonhos um punhado de esperança guardado,
(num olhar que beirava vontade)
na rádio, uma recordação quase fotográfica
e agora qualquer alguma coisa fixou-lhe o olhar,
levando à memória lembranças, certamente vagas,
de um instante em que...
o 'quase nada' não era tudo que ele tinha.

sábado, 28 de maio de 2011

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Dei-me o direito de lembrar de você, só por hoje.
Lembranças sôfregas, arrastadas, pesadas à memória.
É que sua ausência não tornou as coisas mais fáceis. Eu ousaria até dizer o contrário.
Você sempre soube muito bem o significado de SAUDADE. Eu é que só vim aprender direito quando você quis uma vida tão sua, que já não me cabia mais.
Instantes isolados, coisinhas pequenas e só nossas é que vão continuar me causando a sensação de leveza no coração.
Será que você lembra do dia que cê me acordou, tocando "Ainda Bem", fazendo a Vanessa da Matta salvar nosso domingo frio?
São essas coisas que não te apagam.
Já você faz quase que questão de ser esquecida.




Aline Marjorie

terça-feira, 10 de maio de 2011

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Por cerca de 90 dias, finalizei minha rotina com um beijo.
Ou com algo que se parecesse com carinho, um xêro (no bom português cearense), um chamego qualquer...
Um apego que não tinha nome e que nós acreditávamos não deixar marcas.
Findamos sem beijo, sem planos, sem arrepios... e com um sorriso amarelo pendurado nos lábios.
Não é estranho afirmar e logo em seguida negar? Sentimentos efêmeros não me contagiam.
Pra mim, ainda vai leva um tempo pra o 'querer' chegar ao 'não-mais-querer'.


Aline Marjorie.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

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Depois do inverso é a vida em cores.



Aline Marjorie

terça-feira, 3 de maio de 2011

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É, a Indiferença foi a pior praga já rogada contra as pessoas.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

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Os planos de te contar o mundo em Poesia já nem se fazem mais necessários, viraram coisa pela metade.
Eu continuo achando que o Encontro sempre será natural, a perca não.
E que ninguém me venha com histórias de ser racional e de encarar os fatos.
Quem é que vai encarar o fato da minha garganta ter dado um nó na última hora?



Aline Marjorie

quinta-feira, 21 de abril de 2011

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Eu tava aqui me pressionando, livre e espontaneamente, a estudar determinado nome da nossa Literatura e de repente, me vêm aos olhos o seguinte período sobre esta:
"Marcada por Romances centrados no indivíduo..."


E fiquei me perguntando o que acontece quando o indivíduo fica centrado nele mesmo. Sem aquela coisa de pensar se vai ter em quem pensar quando chegar em casa, ou se vai ter alguém em casa, ou ainda qualquer das outras coisas que se pensa no caminho depois de volta, quando o dia acaba. O sujeito é egoísta ou solitário?
Ou ainda, solitário porque egoísta?

Aline Marjorie

terça-feira, 12 de abril de 2011

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Encontrar-se apaixonado em palavras é complicado. Aliás, é antes de tudo um susto.
Logo você que tinha prometido não mais descer do pedestal da frieza, (por medo, acomodação ou puro cansaço de se entregar em vão, novamente) se vê naturalmente (repito: NATURALMENTE) contando com alguém a mais na sua rotina apertada.
No meio da minha pilha de papéis que esperam ser lidos até o final dessa semana, tem uma página meio rabiscada pela sua caligrafia ruim, meu bem, e talvez isso não fosse nada se não me levasse direto pra suas lembranças, seu cheiro, seus carinhos...
Nada no mundo vale a paz que tenho tido, nada.


Aline Marjorie

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

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vale ressaltar a beleza dos dias que tem se passado.
sem o novo, que queira ter motivo, sem razão.
vivendo de prosa e poesia brasileira, daquele jeito bem feriado.
um chamego danado com meu Poetinha Vagabundo, rs.

viver em paz, meus caros, não tem preço.



Aline Marjorie.

sábado, 29 de janeiro de 2011

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Credibilidade é uma coisa que não se ganha em 90 dias. Ainda não existe um curso pra isso.
Paixão não é coisa que 'se desenvolva com o tempo', não é negócio, não é feita através de contrato, embora funcione tão fugazmente como um.
Confiança se adquire, não é que nem Respeito que quem tem, tem e quem não tem, nunca terá.
Caráter é uma coisa montável, personalidade é imutável.
Aquilo de aprender a gostar de alguém pela convivência, pelo sonho dado, pela gargalhada compartilhada na madrugada de sábado pra domingo, pela música de acordar no próprio domingo, ainda me soa muito mais como Conformismo, depois de saber de tamanha falta de paixão.
Depois de tantos enganos, de tantos passos em falso, de tantas músicas, de tantas linhas, de tantos sorrisos... Acho que Conformar-se é a melhor alternativa que te foi dada, não é?
Conforme-se, então, já que conviver com isso não te seria tão difícil.
Penso que sonho não se dá como quem dá rosas, acho ainda merecido de desprezo atitude tal, mas isso nem vem ao caso. Dos meus, não abro mão.
Aconteça o que acontecer.


Aline Marjorie

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

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arrumar o quarto,
a vida
e o Tudo que tiver sobrado das batidas fortes, de ontem à noite, no meu coração.
apenas.
não quero fazer planos para mais do que a próxima meia-hora.


Aline Marjorie.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

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Tudo bem se não deu certo
Eu achei que nós chegamos tão perto
Mas agora com certeza eu enxergo
Que no fim eu amei por nós dois

Esse foi um beijo de despedida
Que se dá uma vez só na vida
Explica tudo, sem brigas
E clareia o mais escuro dos dias

(Você vai lembrar de mim - Nenhum de nós)


P.S: (...) Você vai lembrar de mim.



Aline Marjorie.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

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Algumas linhas pra falar do prazer de estar só?
Talvez. É algo parecido com escrever coisas boas e ruins num caderno branco, sem linhas, comandado pela união de duas almas que sempre foram o encaixe perfeito, aos olhos de uma legião de amigos, só que agora uma alma só escreve.
Estranho isso de falar em almas sem ela. Me dá medo, um falso arrepio que tende a não ser nada, já que não existe o movimento posterior de um sorriso e a mão segura na minha.
Acho que isso não vem ao caso.
Gastar os dias depois de todo o Nós, e todos os nós, não é tarefa simples, acredite. Ela faz uma falta que nenhuma palavra, nenhuma história que eu chegue a contar vai conseguir traduzir.
Saudade eu sentia quando ela ia pra casa depois de um inteiro fazendo graça. Hoje eu sinto ausência, no mais amplo sentido da palavra.


Aline Marjorie

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

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Nossas conversas sem fim, hoje, não passam de retratos amarelados, pendurados feito cordel, sem vento, sem rima. No final da rotina diária, volto pensando na gente, na minha-sua vida, na nossa rotina encaixada entre aulas, sonhos, beijos, medos.
Tenho feito absurdos pra segurar as pontas sem você.
Saudade é o sentido.



Aline Marjorie
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- Pelo caminho, eu soube de incontáveis noites choradas por um tal amor sem fim, mas o caso é que Ela sempre se deu últimas chances. De ponto em ponto, algumas reticências e meia dúzia de palavras afiadas. Há mais de mil dias essa é a sequência, essa é a história.
- Cansei dessas histórias de amor sem fim. Não tenho mais idade.
- Tá certo. Se até casamentos acabam, porque que amor não acaba não é?
- É.
- A sua confusão é essa, amigo.



Aline Marjorie
em diálogos à parte.

sábado, 1 de janeiro de 2011

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De cara, todo O novo é assustador. Lindo também, mas assustador.
E o primeiro passo, nesse caso, nunca é dado pra frente. É aquela velha história de ficar com o pé atrás, sabe?
É, e nessa hora nem adianta desmanchar um dicionário pra contar dos sonhos, da rotina previamente montada, da vida escrita em entrelinhas, dos desenhos que a imaginação traça com o rabisco de um olhar firme. Uma única palavra trata de segurar as pontas, da pior forma possível, mas segura: Medo.
Chego a entender tudo isso, muito embora me recuse a aceitar.
Do lado de cá, tenho os meus medos e continuo dizendo que não abro mão de nenhum deles.
E quem vier, saberá que sempre tenho os dois pés nos lugares certos. Nada de passos maiores que as pernas, mas também nada de pé atrás.
Faço questão que o Novo seja muito bem recebido e que tenha motivos pra ficar um pouco mais.



P.S: E que 2011 seja doce.




Aline Marjorie.

sábado, 27 de novembro de 2010

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"Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras coisas."


Caio F. Abreu






Aline Marjorie.

domingo, 7 de novembro de 2010

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(...) não, segura esse choro, por favor. Não é de mim que você vai ouvir “Eu bem que te avisei”, tranqüilize-se. Da mesma forma que eu nunca quis ter sido atingida pelas palavras que você me atirou como dardos. Lembra quando eu falei dos paralelepípedos jogados do oitavo andar? rs. Eu sei que você lembra.
Mas nada disso vem ao caso agora.
Lembra da última vez que a gente sentou na piscina do teu prédio, pra contar casos, besteiras, coisas incomuns e, por puro acaso, era final de tarde e o sol se pôs? Sim, você lembra. Tinha um monte de barquinho e eu quis descer até o cais. Você pediu pra que eu não fosse, pra ficar perto só segurando tua mão, porque você, sem mais discurso, disse só que não tava bem e que todo barquinho ia, deslizava e findava por voltar, por isso eu não precisava ir naquela hora, um outro dia quem sabe.
E eu que sou boba e todo o mais, fiquei.
Segurei tua mão, cê deitou a cabeça no meu ombro e me deixei ser Eu, me deixei ficar, me deixei sentir frio e calor ao mesmo tempo, me deixei não ver o tempo, me deixei literalmente. Eu podia te falar agora a música que tocava, justo nesse momento, não era mesmo? Mas não vou. Músicas lhe comovem e eu não quero suas emoções hoje.
Aquele dia não se eternizou, mas dele em diante muita coisa se repetiu, a ponto de se tornar hábito.
Você aprendeu que palavras são armas, que todo Oceano pode ser pequeno só depende de onde e como você olha, aprendeu a voar, tomou a vida nas mãos e saiu por aí. Eu fiquei cuidando de tudo, enquanto você pintava o céu, driblava passarinhos e descuidadosamente me transformava em alvo.
Felizmente, aprendeu o caminho de volta também. Árdua volta pra casa, sem a trilha de tijolinhos amarelos.
Isso aconteceu a primeira vez há bastante tempo, tanto que até me foge à memória. E continuou acontecendo... Eu segurava tua mão, o barquinho deslizava indo e mesmo nunca tendo ido ao Cais, eu sinto que sempre fui e você voava, depois tomava o caminho de volta e eu segurava tua mão de novo...
Foram muitas vezes.
Você entende porque agora eu to pedindo pra você não chorar?
Não precisa você me falar que não é a primeira vez, eu sei melhor que ninguém. Eu só posso te assegurar que eu já conheço a tua estrada, já verifiquei o perigo de todos esses passos que você faz questão de dar, sempre na mesma direção, e não há nada assustador se você lembrar sempre o caminho de volta. Aqui você ta segura.
Então, me dê a mão, mas lembre sempre do caminho de volta.


P.S: imaginação solta.



Aline Marjorie.

domingo, 10 de outubro de 2010

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(...)Esperando o amor chegar e trazer você.
Você chegou querendo

Tudo que o tempo não te deu

E que levou de você;

Sem saber que você já sou eu

Agora não entendo

O meu relógio o amor tirou

Mas sei que o meu coração

Tá batendo mais forte

Porque você chegou ... ♫

sábado, 9 de outubro de 2010

Apostar na parte bacana. ♫

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Que sentido tem desordenar um coração pra ir embora? Quem vai embora desequilibra, perde partes de si e de outro, não imagina que despedidas são fardos que, de repende, você carrega pra sempre.
Eu não. Bagunço lugares, pensamento e todo o resto que me for permitido, mas não me levo embora. Deixo-me ser bagunçada, perco coisas e não controlo mais o simples mover de músculo que sorrir é.
Se perca. Se encontre. Bagunce. Chore. Sonhe. Cante. Sorria. Preocupe-se. Tenha todo o medo que quiser ou precisar. Não abra mão de nada disso. Eu também não abro mão de mover montanhas, de ter o meu medo e de fazer você saber que não haverá espaço pra ele, quando não conseguirmos mais saber onde termina uma e começa outra. Se a gente ganhar, que seja vitória disputada, merecida, conquistada.

Aline Marjorie.