quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

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Tudo bem se não deu certo
Eu achei que nós chegamos tão perto
Mas agora com certeza eu enxergo
Que no fim eu amei por nós dois

Esse foi um beijo de despedida
Que se dá uma vez só na vida
Explica tudo, sem brigas
E clareia o mais escuro dos dias

(Você vai lembrar de mim - Nenhum de nós)


P.S: (...) Você vai lembrar de mim.



Aline Marjorie.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

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Algumas linhas pra falar do prazer de estar só?
Talvez. É algo parecido com escrever coisas boas e ruins num caderno branco, sem linhas, comandado pela união de duas almas que sempre foram o encaixe perfeito, aos olhos de uma legião de amigos, só que agora uma alma só escreve.
Estranho isso de falar em almas sem ela. Me dá medo, um falso arrepio que tende a não ser nada, já que não existe o movimento posterior de um sorriso e a mão segura na minha.
Acho que isso não vem ao caso.
Gastar os dias depois de todo o Nós, e todos os nós, não é tarefa simples, acredite. Ela faz uma falta que nenhuma palavra, nenhuma história que eu chegue a contar vai conseguir traduzir.
Saudade eu sentia quando ela ia pra casa depois de um inteiro fazendo graça. Hoje eu sinto ausência, no mais amplo sentido da palavra.


Aline Marjorie

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

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Nossas conversas sem fim, hoje, não passam de retratos amarelados, pendurados feito cordel, sem vento, sem rima. No final da rotina diária, volto pensando na gente, na minha-sua vida, na nossa rotina encaixada entre aulas, sonhos, beijos, medos.
Tenho feito absurdos pra segurar as pontas sem você.
Saudade é o sentido.



Aline Marjorie
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- Pelo caminho, eu soube de incontáveis noites choradas por um tal amor sem fim, mas o caso é que Ela sempre se deu últimas chances. De ponto em ponto, algumas reticências e meia dúzia de palavras afiadas. Há mais de mil dias essa é a sequência, essa é a história.
- Cansei dessas histórias de amor sem fim. Não tenho mais idade.
- Tá certo. Se até casamentos acabam, porque que amor não acaba não é?
- É.
- A sua confusão é essa, amigo.



Aline Marjorie
em diálogos à parte.

sábado, 1 de janeiro de 2011

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De cara, todo O novo é assustador. Lindo também, mas assustador.
E o primeiro passo, nesse caso, nunca é dado pra frente. É aquela velha história de ficar com o pé atrás, sabe?
É, e nessa hora nem adianta desmanchar um dicionário pra contar dos sonhos, da rotina previamente montada, da vida escrita em entrelinhas, dos desenhos que a imaginação traça com o rabisco de um olhar firme. Uma única palavra trata de segurar as pontas, da pior forma possível, mas segura: Medo.
Chego a entender tudo isso, muito embora me recuse a aceitar.
Do lado de cá, tenho os meus medos e continuo dizendo que não abro mão de nenhum deles.
E quem vier, saberá que sempre tenho os dois pés nos lugares certos. Nada de passos maiores que as pernas, mas também nada de pé atrás.
Faço questão que o Novo seja muito bem recebido e que tenha motivos pra ficar um pouco mais.



P.S: E que 2011 seja doce.




Aline Marjorie.

sábado, 27 de novembro de 2010

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"Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras coisas."


Caio F. Abreu






Aline Marjorie.

domingo, 7 de novembro de 2010

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(...) não, segura esse choro, por favor. Não é de mim que você vai ouvir “Eu bem que te avisei”, tranqüilize-se. Da mesma forma que eu nunca quis ter sido atingida pelas palavras que você me atirou como dardos. Lembra quando eu falei dos paralelepípedos jogados do oitavo andar? rs. Eu sei que você lembra.
Mas nada disso vem ao caso agora.
Lembra da última vez que a gente sentou na piscina do teu prédio, pra contar casos, besteiras, coisas incomuns e, por puro acaso, era final de tarde e o sol se pôs? Sim, você lembra. Tinha um monte de barquinho e eu quis descer até o cais. Você pediu pra que eu não fosse, pra ficar perto só segurando tua mão, porque você, sem mais discurso, disse só que não tava bem e que todo barquinho ia, deslizava e findava por voltar, por isso eu não precisava ir naquela hora, um outro dia quem sabe.
E eu que sou boba e todo o mais, fiquei.
Segurei tua mão, cê deitou a cabeça no meu ombro e me deixei ser Eu, me deixei ficar, me deixei sentir frio e calor ao mesmo tempo, me deixei não ver o tempo, me deixei literalmente. Eu podia te falar agora a música que tocava, justo nesse momento, não era mesmo? Mas não vou. Músicas lhe comovem e eu não quero suas emoções hoje.
Aquele dia não se eternizou, mas dele em diante muita coisa se repetiu, a ponto de se tornar hábito.
Você aprendeu que palavras são armas, que todo Oceano pode ser pequeno só depende de onde e como você olha, aprendeu a voar, tomou a vida nas mãos e saiu por aí. Eu fiquei cuidando de tudo, enquanto você pintava o céu, driblava passarinhos e descuidadosamente me transformava em alvo.
Felizmente, aprendeu o caminho de volta também. Árdua volta pra casa, sem a trilha de tijolinhos amarelos.
Isso aconteceu a primeira vez há bastante tempo, tanto que até me foge à memória. E continuou acontecendo... Eu segurava tua mão, o barquinho deslizava indo e mesmo nunca tendo ido ao Cais, eu sinto que sempre fui e você voava, depois tomava o caminho de volta e eu segurava tua mão de novo...
Foram muitas vezes.
Você entende porque agora eu to pedindo pra você não chorar?
Não precisa você me falar que não é a primeira vez, eu sei melhor que ninguém. Eu só posso te assegurar que eu já conheço a tua estrada, já verifiquei o perigo de todos esses passos que você faz questão de dar, sempre na mesma direção, e não há nada assustador se você lembrar sempre o caminho de volta. Aqui você ta segura.
Então, me dê a mão, mas lembre sempre do caminho de volta.


P.S: imaginação solta.



Aline Marjorie.