sábado, 29 de janeiro de 2011

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Credibilidade é uma coisa que não se ganha em 90 dias. Ainda não existe um curso pra isso.
Paixão não é coisa que 'se desenvolva com o tempo', não é negócio, não é feita através de contrato, embora funcione tão fugazmente como um.
Confiança se adquire, não é que nem Respeito que quem tem, tem e quem não tem, nunca terá.
Caráter é uma coisa montável, personalidade é imutável.
Aquilo de aprender a gostar de alguém pela convivência, pelo sonho dado, pela gargalhada compartilhada na madrugada de sábado pra domingo, pela música de acordar no próprio domingo, ainda me soa muito mais como Conformismo, depois de saber de tamanha falta de paixão.
Depois de tantos enganos, de tantos passos em falso, de tantas músicas, de tantas linhas, de tantos sorrisos... Acho que Conformar-se é a melhor alternativa que te foi dada, não é?
Conforme-se, então, já que conviver com isso não te seria tão difícil.
Penso que sonho não se dá como quem dá rosas, acho ainda merecido de desprezo atitude tal, mas isso nem vem ao caso. Dos meus, não abro mão.
Aconteça o que acontecer.


Aline Marjorie

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

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arrumar o quarto,
a vida
e o Tudo que tiver sobrado das batidas fortes, de ontem à noite, no meu coração.
apenas.
não quero fazer planos para mais do que a próxima meia-hora.


Aline Marjorie.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

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Tudo bem se não deu certo
Eu achei que nós chegamos tão perto
Mas agora com certeza eu enxergo
Que no fim eu amei por nós dois

Esse foi um beijo de despedida
Que se dá uma vez só na vida
Explica tudo, sem brigas
E clareia o mais escuro dos dias

(Você vai lembrar de mim - Nenhum de nós)


P.S: (...) Você vai lembrar de mim.



Aline Marjorie.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

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Algumas linhas pra falar do prazer de estar só?
Talvez. É algo parecido com escrever coisas boas e ruins num caderno branco, sem linhas, comandado pela união de duas almas que sempre foram o encaixe perfeito, aos olhos de uma legião de amigos, só que agora uma alma só escreve.
Estranho isso de falar em almas sem ela. Me dá medo, um falso arrepio que tende a não ser nada, já que não existe o movimento posterior de um sorriso e a mão segura na minha.
Acho que isso não vem ao caso.
Gastar os dias depois de todo o Nós, e todos os nós, não é tarefa simples, acredite. Ela faz uma falta que nenhuma palavra, nenhuma história que eu chegue a contar vai conseguir traduzir.
Saudade eu sentia quando ela ia pra casa depois de um inteiro fazendo graça. Hoje eu sinto ausência, no mais amplo sentido da palavra.


Aline Marjorie

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

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Nossas conversas sem fim, hoje, não passam de retratos amarelados, pendurados feito cordel, sem vento, sem rima. No final da rotina diária, volto pensando na gente, na minha-sua vida, na nossa rotina encaixada entre aulas, sonhos, beijos, medos.
Tenho feito absurdos pra segurar as pontas sem você.
Saudade é o sentido.



Aline Marjorie
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- Pelo caminho, eu soube de incontáveis noites choradas por um tal amor sem fim, mas o caso é que Ela sempre se deu últimas chances. De ponto em ponto, algumas reticências e meia dúzia de palavras afiadas. Há mais de mil dias essa é a sequência, essa é a história.
- Cansei dessas histórias de amor sem fim. Não tenho mais idade.
- Tá certo. Se até casamentos acabam, porque que amor não acaba não é?
- É.
- A sua confusão é essa, amigo.



Aline Marjorie
em diálogos à parte.

sábado, 1 de janeiro de 2011

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De cara, todo O novo é assustador. Lindo também, mas assustador.
E o primeiro passo, nesse caso, nunca é dado pra frente. É aquela velha história de ficar com o pé atrás, sabe?
É, e nessa hora nem adianta desmanchar um dicionário pra contar dos sonhos, da rotina previamente montada, da vida escrita em entrelinhas, dos desenhos que a imaginação traça com o rabisco de um olhar firme. Uma única palavra trata de segurar as pontas, da pior forma possível, mas segura: Medo.
Chego a entender tudo isso, muito embora me recuse a aceitar.
Do lado de cá, tenho os meus medos e continuo dizendo que não abro mão de nenhum deles.
E quem vier, saberá que sempre tenho os dois pés nos lugares certos. Nada de passos maiores que as pernas, mas também nada de pé atrás.
Faço questão que o Novo seja muito bem recebido e que tenha motivos pra ficar um pouco mais.



P.S: E que 2011 seja doce.




Aline Marjorie.